A chuva cai, ao tocar o chão mantêm contato com a terra e a umedece, trazendo consigo o cheiro de um novo tempo. As plantas florescem e o sol fica tímido em seu fervor.
As almas ficam alegres, e o céu se abre em lágrimas de alegria, mas logo esse derramar de águas se concentra em certos lugares, barreiras se quebram, alegria vira caos e a tão amada chuva já não é vista com bons olhos. As lágrimas festivas ganham um novo tom, o prazer de ver a chuva tocar o chão transforma-se no desespero de ver as estradas virarem rios e a areia se tornar lama.
Desse processo visto em muitas cidades do Brasil podemos fazer metáforas com a vida real. As vezes na monotonia de nossas secas vidas, deixamos as gotículas de felicidade tocarem o nossos dias, sem percebemos que tais estão a iniciar tempestades.
Será que vale a pena viver intensamente o presente sem pensar nas consequências do futuro? Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência com os fenômenos da natureza.
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