Estava a analisar a minha personalidade, e descobri que administro uma pequena cidade, são tantos eus, líderes em constante remanejamento, destaques em diferentes momentos, que entre reflexões e arrepios, pressenti que devo mantê-los em equilíbrio.
Se deixares me dominar, por apenas um eu, estarei a me condenar, viver até os fins do meu dia, em um constante exílio, ao reprimir em meus traços, minhas significativas diferenças.
Vivo em conflito, como em qualquer administração, mudanças vez ou outra são necessárias, nesse desafiador jogo de pensar e repensar, sinto que devo continuar, a seguir meu faro democrático, e deixar meus sentimentos decidir, qual deve ser, o discurso a obedecer.
Manter em movimento, um corpo de um metro e tantos centímetros, é tão difícil quanto manter uma opinião, diante de inquestionáveis argumentos, enquanto brinco em ser presidente, do meu próprio existir, salvo em meu inconsciente, meus diferentes egos.
Se busco a felicidade, preciso deixar vivo, cada esteriótipo, em minha massa cinzenta construída, para continuar a ser único, em vez de vagar solitário, apenas com o eu, do qual a vã normalidade espera.
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