sábado, 25 de janeiro de 2014

DIÁLOGO SOBRE O PAPEL DA LEITURA

Por João José Alencar


Por que devo ler vários livros?

Porque ao se deparar com outros discursos, repensará os que foram lhe impregnados pela oratória. Permitirá você se aventurar na lógica de um novo conhecimento. Descobrirá que o mundo é mais profundo do que o seu umbigo e te ensinará que nem toda verdade é eterna.

Por que então as pessoas não leem?

Porque nem todos querem sair do confortável, já que acham que pregar pensamentos gritantes é menos doloroso do que ter opinião própria, pois se tudo der errado poderá jogar a culpa em terceiros ou simplesmente dizer que não sabia.


Todos que não leem são assim?

Talvez não sejam literalmente, mas se não são por opção, tendem a ser por manipulação.

E como faço para mudar isso?

Não sei, doe livros, deixe de viver na luxúria do capitalismo e mostre seu espírito solidário. Experimente doar livros de impacto para aqueles que acreditam viverem em mundo singular e deixe os confrontarem com seus arquétipos, se continuarem no mesmo lugar, pelo menos saberão sobre a existência e justificativas de outros comportamentos.

Você tem certeza disso, vive tal coisa?

Leio de forma esporádica, mas leio, não posso ter certeza de nada, só posso com minha bagagem de vida, formar teorias. Quem sabe lendo mais, você aprenda a fazer outras leituras, talvez até de pessoas, mas não confunda isso com preconceito, não faça leituras rasas, entregue se as interpretações e repare nos detalhes. Entenda esse processo como observação e desprenda de seus contratos sociais com as metáforas de linguagem.

Não entendi quase nada, o que isso significa, o que eu faço?

Não coloque como primordial respostas, se renove, busque por novas perguntas. Leia.

PROBLEMAS & SOLUÇÕES - UMA BREVE CONSIDERAÇÃO SOBRE A RELAÇÃO PERFEITA

Por João José Alencar





Não me contenhas com ameaças;
não me conquiste por mentiras;
não me infame com palavras;
não me arranque suspiros sem beijos;
não seja falsa por tostões;
não se interesse por apenas alguns de meus adjetivos.

Me contenha com tua ternura;
me conquiste com sua essência;
me infame com teu silêncio;
me arranque suspiros com o teu cheiro;
seja a dona de teu bolso;
me aceite com minhas fraquezas.

E quem sabe nos tornaremos dois seres com defeitos;
sendo dois eternos amantes-enamorados;
capazes de encarar o tédio,
vencendo os tabus que se consagram na rotina;
afastando os pensamentos que se alojam pelo pecado;
envolvidos pela perfeição do amor.

PEQUENAS DICAS PARA SER FELIZ - PARTE II

Por João José Alencar



O sorriso nem sempre vem espontâneo, a lágrima não precisa ser provocada por uma dor, as vezes o silêncio significa gritos dentro de si e os berros é uma necessidade de deixar vazio os seus sentimentos. 

Quando não se existe equações com respostas definitivas é porque certezas precisam ser revistas, e ao contrário de um periódico, a leitura a se fazer será bem mais profunda, para que a interpretação seja mais condizente com a sua razão, e assim possa guiar sem arrependimentos seu coração.

O silêncio em sinal de omissão ou afastamento só é bom para criar intrigas, causar amarguras e alongar distâncias. O grito como forma de expressão é propício ao invento de complexos, sempre acompanhado da humilhação e traz consigo distâncias permeadas por rachaduras. Entre esses dois extremos, siga o bom e velho diálogo, esse que coloca em pratos limpos toda sujeira da dúvida e elabora acordos para que a tristeza e a dor se estanquem, de forma a não criar cicatrizes, e se criar deixe que o tempo faça aos olhos mais atentos se tornar invisível.

Não mude de endereço por causa de problemas, reforme com soluções o que te angústia.

Voo pelos meus sonhos, porque o cansaço veio em minha visita, espero ouvir com os olhos fechados seus lamentos, para acordar radiante, na companhia ilustríssima de um novo dia.

Chuva que vem leve consigo as tristezas de corações partidos, as lágrimas de pais aflitos, o desejo de vingança de quem está perdido, a culpa de quem se esqueceu de dá o último abraço no ente querido, o amor que não foras correspondido, a lembrança que deprime e o sorriso que ficou entravado e agora soa falso.

O amor também brota na natureza, talvez por ser um sentimento que passa bem longe da racionalidade destrutiva, que o homem do alto de sua superioridade criou, por entender "ser a imagem e semelhança de Deus" como "ser o próprio Deus". Amor é uma palavra certa, dessa vida, que considera a frase "errar é humano" como a razão do existir e passou a ser vivenciada como verdade absoluta.

Decisões e mais decisões. Bem que a vida poderia ser como a matemática, em que utilizado a fórmula certa, o resultado aguardado se apresenta, mas não, a vida é um campo minado, que a cada decisão tomada vc pode se depará com uma bomba ou com o chão firme.

Veja também:

SUJEITO INCOMPREENDIDO

Por João José Alencar




Quero me envolver em abraços noturnos ao som de Metálica. 
Ver uma gota de chuva percorrer entre os meus dedos,
e findar-se na terra seca, 
dissolvendo-se em cheiro de vida. 
Preciso pular de paraquedas de abismos da alma,
e sentir o gosto da adrenalina de se libertar de correntes sociais. 

Desejo que a cada segundo perdido,
me encontre em minutos perfeitos. 
Suplico que a cada arrepio de carência,
purifique-me com sorrisos ingênuos.
Entendo conspirações contra o meu intelecto, 
mas desafio a superar minha criatividade,
em ignorar serpentes do Éden. 

De tudo isso  o que escrevi,
julgo ser um espelho caricato,
de palavras provocados por delírios cafeinados, 
e transportam para uma combinação de versos,
que descreva o abstrato modo de agir, 
de um pequeno risco da minha personalidade,
no qual faz morada no porão de meu espírito.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

QUE A TRISTEZA DO FIM SE ACABE PELA MANHÃ

Por João José Alencar




Que a tristeza do fim se acabe pela manhã. Que as cicatrizes de um coração quebrado se fechem com a certeza de que o amor não esgotou todas as suas chances.

Espero que o sonho infantil de ter ao meu lado um suspiro no peito, de alguém que complete o meu eu, dormindo juntos na mesma cama, compartilhando de objetivos, metas, sonhos, conquistas e medos, um dia se realize.

Espero deixar de ser um só, para  encontrar ao lado de outra, um segundo eu, e em uma infinita ilusão, quebrando paradoxos do sofrimento, possamos inverter a lógica da matemática e na soma de dois corações, tenhamos como resultado  um único ser.

Quero viver um amor comum, não preciso de síndromes de Romeu e Julieta, o meu final feliz perfeito, é ter como companhia, quem goste de encostar seu rosto em meu ombro e curtir seja uma noite esplêndida ou um dia sem muitos talentos.

Acredito que o destino é um grande brincalhão, capaz de preparar armadilhas, mas que também gosta de trazer novidades, surpresas boas.

Deixo me guiar pelos meus sentimentos. Viver intensamente os minutos. Amar desesperadamente o momento. Ser eterno enquanto dure o amor e manter em brasas a paixão.

Para que condenar o que não deu certo, se o saboroso arriscar faz converter em lembranças, um presente disposto a enfrentar o impossível. Não trago traumas, talvez guarde conselhos. Sei olhar para os erros, mas não desmereço os acertos.

Amar é uma grande experiência, que mesmo vivida constante vezes, sempre continuará a ser única e como toda primeira vez, terá seus próprios cheiros, sabores e detalhes.

De toda lágrima derramada, sei que surge uma leve gargalhada. É hora de virar a página do livro, de partir para um novo capítulo, e saber aguardar as novas reviravoltas. Ter paciência com a lentidão da vida e está preparado para a montanha russa que o próximo segundo reserva.

Não sei quanto a você, mas sei que para mim não existe o desistir. Pois mesmo que a solidão esteja em meu caminho, continuarei mantendo vivo, a esperança de uma história romântica.

Desespero está longe de minha alma, mesmo com um singelo aperto, procuro manter-me quieto, deixo o suor de meus olhos caírem, pois como disse, e de novo repito, que a tristeza do fim se acabe pela manhã.