É engraçado pensar como a modernidade e os novos valores mudaram as cabeças das pessoas, e por mais que associem esse fator ao progresso, eu ponho em dúvida esse pensamento, se hoje o casamento gay é fato em algumas culturas, na Grécia Antiga era comum e ainda bem apreciado pelos formadores de opinião, se hoje com quatorze anos já se tem filhos, o que dizer das negrinhas e índias que durante a escravidão eram molestadas no auge da infância pelos senhores feudais; se hoje é grande um número de fãs e adeptos de orgias, o que dizer das culturas onde é comum os parceiros manterem relações com diversas pessoas; se hoje a infidelidade parece ser um mal que cada vez mais invade os lares brasileiros, como condenar então os muçulmanos que mesmo sendo ultra conservadores permite e incentiva o casamento de um homem com até quatro esposas.
Ao julgarmos o liberalismo sexual exposto na atualidade, esquecemos que desde que o mundo é mundo, ele têm os seus segredos, pessoas independentemente de qualquer coisa são pessoas, com seus desejos, vontades e necessidades, reprimir isso é apenas uma forma que elas encontraram de tornar mais excitante os seus atos libidinosos, afinal tudo que é proibido é mais gostoso. Acho idiota quem vive em função do sexo, existem homens que mais parece máquina de produzir esperma e mulheres que encontraram nesta atividade sua fonte de renda.
Que sexo é bom, todo mundo concorda em gênero, número e grau, mas o que vale a pena não é somente o ato em si, e sim todos os detalhes que o antecedem. Quem não gosta de ouvir ou sentir um carinho, apreciar um bom beijo e compor a mais bela das poesias através de um olhar; o sexo mesmo sendo selvagem precisa ser despertado por sentimento de raiva e fúria e até a masturbação precisa de uma estória interessante para provocar o despertar dos nossos desejos. Por todas as definições aqui expostas, me habilito a expor a opinião que sexo não deve se tornar o centro das nossas vidas, pois existe muito mais coisa por trás de um legitima felicidade.
Nós precisamos compreender que cada um tem o momento certo, a dosagem ideal e a forma mais adequada para viver os prazeres do sexo. É preciso limpar bem as nossas mentes da malicia desagradável e deixar apenas o gostinho dela, para isso basta apenas deixar o virgem ser virgem, o gay ser gay. Os casais transarem com outros casais. As pessoas serem pessoas e o sexo ser sexo. Quem sabe assim diminuem os traumas e aumenta a quantidade de gente satisfeita com suas relações sexuais, com isso o mundo poderia ser feliz e finalmente conseguir a proeza de ter como fato os dizeres de que o mundo progrediu.
*Texto produzido em 2010.
*Texto produzido em 2010.
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