O amor é uma palavra de quatro letras, que convive com todos os sentidos do corpo. Se prolifera em evasão de sabores com o gosto do beijo. Gera reações involuntárias provocados pelo embaralho que destabiliza os pensamentos. Transforma uma folha no chão ou uma nuvem no céu em um breve conto romântico. Exala primaveras mesmo que no ar esteja apenas fumaça. Transforma até funk em melodia, fazendo de músicas que reverenciam o sexo em uma desculpa para que dois corpos encontrem a sua junção perfeita.
Seja gostar, paixão ou ficar, o amor se mostra de diferentes formas, aceita as condições impostas, existe de forma autônoma e as vezes parece como cooperativa. Pode acontecer entre pessoas e pessoas, entre pessoas e coisas, entre pessoas e outros seres, entre pessoas e sentimentos de posse. Tem como combustíveis o sexo, mas também existem com o carinho, com a palavra de afeto ou pelo cuidar desinteressado. Permite que novas gerações surjam e as vezes existem apenas na escala da amizade.
O amor no resumo é apenas uma criação do homem, que mantido pela sensações enviadas pelo cérebro, nos mostra, como sozinhos somos um nada, como dependemos de companhia, e mesmo negligenciando esse fator e as vezes se acostumando em não ter a bendita correspondência, ele continua existindo e nos mantendo de pé.
Afinal diante de tantas interpretações individuais, o AMOR ainda continua sendo a melhor explicação para podermos sentir, para continuarmos a acreditar que o valor da vida não está condessado em cifras e sim na infinitude da beleza que o seu significado propicia.