Por João José Alencar
Quando saio do plumo,
daquilo considerado como padrão de comportamento,
corro o risco de perder tudo,
pela intenção do momento.
São riscos que se corre,
janelas da alma com vidros trincados,
que se abrem por meio de buracos,
e permite a todos verem,
os segredos escondidos de sua face.
Guardados no seu íntimo inconsciente,
na inatividade,
de sua pública personalidade.
Mas arriscar-se,
sair do óbvio,
para adentrar caminhos escuros,
podem reservar descobertas inesperadas,
ou arrependimentos tardios.
Talvez então seja preciso esconder-se,
atrás de máscaras de circo,
passar a gritar discursos vazios.
As vezes o risco é trair a consciência,
vestir esteriótipos a teu respeito,
admitir tais conceitos,
mesmo que sejam errados.
Tentar ser o que tu aparenta,
deixar a sociedade,
usa-se de risos irônicos,
por ter transformar em mais um protótipo,
esculpido a partir de línguas afiadas.
Levantar,
tirar os pés do seu lençol de algodão,
quem sabe até de poliéster.
Pisar no chão,
tomando-se de uma coragem peculiar,
de enfrentar o próximo desafio,
não tendo medo de caminhar,
seja em terra firme,
seja em cima do meio fio.
Arriscar-se,
sobreviver aos percalços,
ser um avatar do grande vídeo game,
chamado vida.
Para esse não existe truques,
capazes de garantir a vitória.
Não se é possível reiniciar o jogo,
cada atitude se transforma,
seja em bônus ou ônus,
até o game over.
Como em qualquer fim é preciso estar ciente,
que o meio é repleto de decisões,
essas que se tornam definitivas,
provocam consequências,
determinam os próximos resultados.
Arrisque todas as suas fichas,
jogue com vontade,
mas saiba que talvez a próxima rodada,
a perda possa te derrubar.
Nessa partida correrá o risco,
que um colega, amigo de saga,
não esteja disposto a ter dá sobrevida.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
LIBERTE-SE
Por João José Alencar
Liberte-se das suas certezas,
e quem sabe as dúvidas serão respondidas.
Liberte-se das suas amarguras,
e quem sabe a felicidade deixe de ser utopia.
Liberte-se das suas máscaras,
e quem sabe teu verdadeiro rosto seja bonito.
Liberte-se de suas fortalezas,
e quem sabe consiga vencer as suas fraquezas.
Liberte-se do seu ceticismo,
e quem sabe a magia invada o seu entedioso dia.
Liberte-se das contas,
e quem sabe ganhe mais créditos na vida.
Liberte-se do seu nervosismo,
e quem sabe o remédio para os seus ataques passe a ser um sorriso.
....
Mas antes de se libertar averigue bem a sua consciência, pois o que existe são apenas hipóteses, e de uma caverna, talvez o que venha a seguir, o leve direto à uma fornalha.
Expectativas frustam e a verdadeira liberdade só acontece quando consideramos está em uma prisão, seja de grades em forma de obstáculos diários ou psicológica definidos por julgamentos sociais.
Liberte-se das suas certezas,
e quem sabe as dúvidas serão respondidas.
Liberte-se das suas amarguras,
e quem sabe a felicidade deixe de ser utopia.
Liberte-se das suas máscaras,
e quem sabe teu verdadeiro rosto seja bonito.
Liberte-se de suas fortalezas,
e quem sabe consiga vencer as suas fraquezas.
Liberte-se do seu ceticismo,
e quem sabe a magia invada o seu entedioso dia.
Liberte-se das contas,
e quem sabe ganhe mais créditos na vida.
Liberte-se do seu nervosismo,
e quem sabe o remédio para os seus ataques passe a ser um sorriso.
....
Mas antes de se libertar averigue bem a sua consciência, pois o que existe são apenas hipóteses, e de uma caverna, talvez o que venha a seguir, o leve direto à uma fornalha.
Expectativas frustam e a verdadeira liberdade só acontece quando consideramos está em uma prisão, seja de grades em forma de obstáculos diários ou psicológica definidos por julgamentos sociais.
Tendo como seguro apenas o suspiro de alívio. O depois, a próxima linha a ser escrita pelo destino, é uma viagem sem ponto de embarque confirmado. Esse que talvez reserve novas amarras ou quem sabe um infinito círculo de desatar nós.
É PRIMAVERA
Por João José Alencar
Frutas frescas caídas no quintal.
Vento lá fora a bater lentamente na janela.
Ouço pássaros a soar melodias,
nos cantos decorados pelas folhas de mangueira.
O sol vem a brilhar e ofuscar o monótono.
O corpo reflete bronze,
nas pupilas dos outros.
Esses que de seus casulos,
se recusam a virar borboletas.
O perfume das flores se inquieta ao respirar.
Em toques com as mais audaciosas intenções,
colônias se esparramam pela pele.
É chegada a hora de colorir a vida,
sujar o branco melancólico do seu dia dia.
Deixe o delicioso experimentar,
abrir portas do seu coração,
encontrar-te com sorriso,
levantar sua autoestima.
Faça permanente essa estação.
Aproveite e seja a diferença nesse novo tempo.
É momento de levar a sério,
a truculenta brincadeira de ser feliz.
Acabou o gelo invernoso.
Não se vive mais só de água de coco,
nem de adereços com pouco pano.
Floresce jardins em cada esquina.
O broto transpõe se para pétalas.
Bem mais que uma fase do ano.
É Primavera.
Frutas frescas caídas no quintal.
Vento lá fora a bater lentamente na janela.
Ouço pássaros a soar melodias,
nos cantos decorados pelas folhas de mangueira.
O sol vem a brilhar e ofuscar o monótono.
O corpo reflete bronze,
nas pupilas dos outros.
Esses que de seus casulos,
se recusam a virar borboletas.
O perfume das flores se inquieta ao respirar.
Em toques com as mais audaciosas intenções,
colônias se esparramam pela pele.
É chegada a hora de colorir a vida,
sujar o branco melancólico do seu dia dia.
Deixe o delicioso experimentar,
abrir portas do seu coração,
encontrar-te com sorriso,
levantar sua autoestima.
Faça permanente essa estação.
Aproveite e seja a diferença nesse novo tempo.
É momento de levar a sério,
a truculenta brincadeira de ser feliz.
Acabou o gelo invernoso.
Não se vive mais só de água de coco,
nem de adereços com pouco pano.
Floresce jardins em cada esquina.
O broto transpõe se para pétalas.
Bem mais que uma fase do ano.
É Primavera.
QUEM EU SOU?
Por João José Alencar
Sou o típico do sonhador que vive em estado aéreo.
Sou parecido com a água
que permanece a bater em pedras,
até que gere pequenos furos.
Aproximo -me da sensação do abraço sem nexos,
aquele que surpreende o outro
e acontece sem ínfimos interesses.
Escondo-me dos olhares,
com flechas em disparo,
capazes de podar não os meus defeitos,
e sim dissipar as qualidades que me restam.
Observo o próximo,
a fim de encontrar boas histórias,
talvez visualizar sinais do Jesus que admiro.
Talvez o que busco
Seja encontrar justificativas,
para explicar meus princípios,
sem que essas sejam provindos,
do medo do caldeirão do inferno.
Mas sim para desprender do meu espírito,
a obscenidade da carne.
Quero uma razão, além de minha individualidade,
para acreditar que o amor,
em suas mais variáveis,
possa permanecer para sempre,
e supere as decepções do tempo.
Espero a cada segundo,
que a história que estou a escrever,
dentro do protagonismo do meu ser,
não perca espaço para os coadjuvantes desafios,
que a vida possa em sua vilania impor.
Posso administrar,
cada segundo do relógio biológico a que estou destinado.
Mas não posso impedir,
que a lágrima derrame dos meus olhos.
Não posso evitar que o disparar das horas,
traga desfechos ou ganchos,
do qual na sinopse do meu viver,
não estava previsto.
Esse que apenas o amanhã,
permite se fazer advinhas.
ROTINA DO MANIPULADOR
Por João José Alencar

Quem dorme tramando conchavos,
acorda plantando mentiras.
No final da tarde,
já tem alguns domínios.
Chega então a noite
depois vem a insônia.
Afinal o poder vicia,
e como todo vício leva ao desgaste físico,
resolvido as vezes com alguns comprimidos
ou com uma prece que até parece pura.
Na verdade é sim,
pura maldade.

Quem dorme tramando conchavos,
acorda plantando mentiras.
No final da tarde,
já tem alguns domínios.
Chega então a noite
depois vem a insônia.
Afinal o poder vicia,
e como todo vício leva ao desgaste físico,
resolvido as vezes com alguns comprimidos
ou com uma prece que até parece pura.
Na verdade é sim,
pura maldade.
DE IA EM IA
Por João José Alencar
Pra quem gosta de poesia
De se esbaldar na fantasia
Seja de noite ou de dia
Aventure-se pela ironia
Acrescente adjetivos em ordem contínua
Mantenha mesmo na correria
O frescor de sua alegria
Não olhe para trás na revelia
Esqueça de seus momentos de miséria
Modifique-se, mesmo sendo minoria
Quando fores abatido pela mesquinharia
E estiveres caído na ninharia
Preste atenção na vida e sorria
Faça por merecer a vitória
Seja você a contar sua história
Pra quem gosta de poesia
De se esbaldar na fantasia
Seja de noite ou de dia
Aventure-se pela ironia
Acrescente adjetivos em ordem contínua
Mantenha mesmo na correria
O frescor de sua alegria
Não olhe para trás na revelia
Esqueça de seus momentos de miséria
Modifique-se, mesmo sendo minoria
Quando fores abatido pela mesquinharia
E estiveres caído na ninharia
Preste atenção na vida e sorria
Faça por merecer a vitória
Seja você a contar sua história
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