Findaram os pontos. Tomaram posse as vírgulas, mas logo foram expulsas, pois suas pausas separavam palavras que sozinhas perdiam o brilho.
Sem respiro, as frases não tinham fim, logo um súbito cansaço lhes fizeram deixar de existir. No vazio branco da folha, o silêncio, uma era de coerência substituída pelo nada.
Eis, que um respingo de tinta cai na nudez do clarão, daquilo que um dia foi madeira. Formou-se um ponto. Nasceu a esperança e onde ela brota as palavras renascem para não mais deixar em branco onde deve imperar a linguagem, seja por meio de discursos ou em versos de um poema.

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