Se
me perguntares se me esqueci de alguma das minhas paixões, te direi que não.
Apenas as coloquei para repousar, mas quando despertadas, regressam vivas,
lúcidas e arrebatadoras. Pois a alma de um geminiano não se desanima com
batalhas perdidas, pois a cada amanhecer se esbalda em uma nova guerra, em que
sua maior arma é um sorriso ingênuo ou um olhar de quem tem segredos a te
contar, mas somente em mais de um beijo será capaz de descobrir.
Não
me prenda a conjugações singulares, aceita minha pluralidade, mesmo gostando de
referendar meu eu, o que importa são as poesias que poderei descobrir no meio
da multidão apenas na sua identidade. O
toque de nossas mãos, o imã que atrai nossos corações, a incerteza que impede
nossos abraços, essa história de amor impossível, que tal findá-la em uma
garrafa de vinho.
Nesse
mundo em que tudo pode, no qual, o marasmo tirou o gosto do proibido, porque
não fingir nossas próprias regras, para depois descumpri-las. Eu lhe proíbo de
me seduzir com teu jeito de malícia em pele delicada. Eu lhe proíbo de me
prender com sussurros e tirar qualquer chance de reação, tomando para ti as
minhas forças, para somente teus desejos ceder. Eu lhe condeno a uma só
sentença, a continuar infringindo todas minhas proibições e continuar a me
torturar em seus caprichos, contanto que me mantenha quente junto a teu corpo.
Apaixonado,
sem medo de versos incoerentes, de respostas inconsistentes. Em pistas e
rastros deixados ao longo da estrada, te mostro que se ainda tem dúvidas sou
sua melhor opção, por ser aquele que estará em seus sonhos e continuará em seus
lençóis. Ame-me. Deixe-me te amar. Mesmo que nosso conto tenha a duração de uma
lua cheia, anote meu despertar em sua história, prometo quando acabar,
adormecer novamente a minha paixão por ti. Essa que arrepia minha imaginação e
que delira por momentos que como já disse antes, apenas em mais de um beijo
será capaz de descobrir.

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