Por João José Alencar
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| Foto: Wanderleia Pereira |
Nem só de pão vive o homem. Nem só no espelho se veem
reflexos. Nem sempre o medo do escuro se restringe as luzes apagadas.
Não é só de discordâncias em linhas retas que se fazem
ideologias límpidas, às vezes, desvios permitem que a lógica não se contamine
por discursos fundamentalistas.
Não basta desligar a tevê para se sentir um ser livre, é
preciso buscar a sua verdade escondida em pensamentos indisciplinados, buscando
vencer burocracias que a alma produz e alcançar o topo da opinião coerente.
Das flores que apanhamos para fazer ramalhetes de vida limitada, transfigura-se se a busca pelo belo trivial, nem sempre o céu é composto pelo azul, tons em sépia aparecem no pôr-do-sol, tons turvos se configuram em meio a trovoadas.
Nem sempre as coisas parecem ser o que são. Nem sempre as respostas se sobreporão ao óbvio, sendo tão simples quanto se permitem enxergar. Não é só de voos rasos ou mergulhos em profundidade, que a aventura do dia será composta, o equilíbrio ainda existe.
Nesse mundo de tão grande, que parece um grande vazio,
busquemos enchê-lo de reflexões permanentes, verdades contundentes e
respostas nem sempre óbvias, mas sempre coerentes com as escolhas que fazemos,
com o que somos, com o futuro que pouco prevemos e muito construímos.

"Nem sempre o medo do escuro se restringe as luzes apagadas."
ResponderExcluirMuitas vezes sentimos medo da escuridão que se faz dentro de nós em dias de sol. #PerfeitoAmei
Brigadoo Rafa, sempre és muito bem vinda ao blog.
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