Por João José Alencar
Os domingos são iguais à amores de verão.
Te incendeia em um instante,
com o acelerar de batimentos em corações vazios.
Toma as suas horas por uma inebriante felicidade.
Te faz viver momentos inesquecíveis,
com a adrenalina vibrando nas veias.
Te deixa com saudades e no aguardo do próximo reencontro,
mas vai embora antes do que se esperava.
Te deixa na espera de uma tenebrosa segunda-feira,
onde a rotina te devolve ao mundo real,
deixando os seus ombros caídos a espera do próximo domingo.
Cria lhe o vício,
de viver a contemplar da semana o seu início.
Para que o guindaste do aproveitar de um dia,
te puxe do sufoco da massante correria,
impostas pelas obrigações da vida.
Por isso é compreensível,
sua espera pelo vermelho da folhinha.
Seu desejo pela amante híbrida de poucas horas.
Já que este te devolve a vida de criança.
Quando chegar,
corra e abrace o sol,
seja carinhoso e namore a lua,
não desgruda nenhum segundo.
Lembre se os sinos tocam à meia noite.
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