Por João José Alencar
Sou o típico do sonhador que vive em estado aéreo.
Sou parecido com a água
que permanece a bater em pedras,
até que gere pequenos furos.
Aproximo -me da sensação do abraço sem nexos,
aquele que surpreende o outro
e acontece sem ínfimos interesses.
Escondo-me dos olhares,
com flechas em disparo,
capazes de podar não os meus defeitos,
e sim dissipar as qualidades que me restam.
Observo o próximo,
a fim de encontrar boas histórias,
talvez visualizar sinais do Jesus que admiro.
Talvez o que busco
Seja encontrar justificativas,
para explicar meus princípios,
sem que essas sejam provindos,
do medo do caldeirão do inferno.
Mas sim para desprender do meu espírito,
a obscenidade da carne.
Quero uma razão, além de minha individualidade,
para acreditar que o amor,
em suas mais variáveis,
possa permanecer para sempre,
e supere as decepções do tempo.
Espero a cada segundo,
que a história que estou a escrever,
dentro do protagonismo do meu ser,
não perca espaço para os coadjuvantes desafios,
que a vida possa em sua vilania impor.
Posso administrar,
cada segundo do relógio biológico a que estou destinado.
Mas não posso impedir,
que a lágrima derrame dos meus olhos.
Não posso evitar que o disparar das horas,
traga desfechos ou ganchos,
do qual na sinopse do meu viver,
não estava previsto.
Esse que apenas o amanhã,
permite se fazer advinhas.

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