segunda-feira, 4 de novembro de 2013

JOGO DA VIDA

Por João José Alencar


Quando saio do plumo,
daquilo considerado como padrão de comportamento,
corro o risco de perder tudo,
pela intenção do momento.

São riscos que se corre,
janelas da alma com vidros trincados,
que se abrem por meio de buracos,
e permite a todos verem,
os segredos escondidos de sua face.
Guardados no seu íntimo inconsciente,
na inatividade,
de sua pública personalidade.

Mas arriscar-se,
sair do óbvio,
para adentrar caminhos escuros,
podem reservar descobertas inesperadas,
ou arrependimentos tardios.
Talvez então seja preciso esconder-se,
atrás de máscaras de circo,
passar a gritar discursos vazios.

As vezes o risco é trair a consciência,
vestir esteriótipos a teu respeito,
admitir tais conceitos,
mesmo que sejam errados.
Tentar ser o que tu aparenta,
deixar a sociedade,
usa-se de risos irônicos,
por ter transformar em mais um protótipo,
esculpido a partir de línguas afiadas.

Levantar,
tirar os pés do seu lençol de algodão,
quem sabe até de poliéster.
Pisar no chão,
tomando-se de  uma coragem peculiar,
de enfrentar o próximo desafio,
não tendo medo de caminhar,
seja em terra firme,
seja em cima do meio fio.

Arriscar-se,
sobreviver aos percalços,
ser um avatar do grande vídeo game,
chamado vida.
Para esse não existe truques,
capazes de garantir a vitória.
Não se é possível reiniciar o jogo,
cada atitude se transforma,
seja em bônus ou ônus,
até o game over.

Como em qualquer fim é preciso estar ciente,
que o meio é repleto de decisões,
essas que se tornam definitivas,
provocam consequências,
determinam os próximos resultados.

Arrisque todas as suas fichas,
jogue com vontade,
mas saiba que talvez a próxima rodada,
a perda possa te derrubar.
Nessa partida correrá o risco,
que um colega, amigo de saga,
não esteja disposto a ter dá sobrevida.

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