Por João José Alencar
Gosto de ser protagonista dos meus atos. Ser o herói da cena sem precisar de super poderes. A sutileza é o segredo. Talvez apenas deixe o sentimento falar, a palavra certa pronunciar, o silêncio no lugar certo se colocar.
Quando sou coadjuvante aciono os ouvidos, um ombro amigo é remédio para alma. A vida é composta por tantos enredos, desfocar para que os outros se encontrem é cura para egos inflamados.
Vilão é um papel que recuso, mas já pensou que para o vilão o mocinho que é mau sujeito. Seja em qualquer situação a balança sempre pesa para um lado, sigo apenas o julgamento de minha consciência, pois conheço bem seus critérios. Peço desculpas a quem me dá uma máscara rústica, em meu rosto estão apenas óculos.
Seja o papel que for. Atribuído por mim, ditado pelos outros. Complexo aos olhares atentos, caricato para quem ver o mundo por modelos. Será sempre maior do que de um livro, porque o enredo está ainda incompleto. Quem o escreve é a vida, e de tão arteira, com certeza prepara grandes surpresas.Que venham coisas boas, de notícias ruins já estão bem abastecidas as mídias.

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